Vista do Funchal, Madeira
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Funchal

A capital vive-se bairro a bairro, e há um para cada maneira de viver.

GUIA DA CIDADE DO FUNCHAL

O Funchal escolhe-se pelo bairro

Quem chega pensa no Funchal como uma cidade; quem cá vive sabe que são várias. O anfiteatro sobe do mar até aos seiscentos metros e, pelo caminho, mudam o clima, o ritmo e o preço por metro quadrado. No Lido e na Ajuda anda-se a pé para a promenade e para o mar: é a zona de quem quer o dia a dia resolvido sem carro. Santa Luzia e a zona das levadas são mais frescas e discretas, com prédios de outra época e árvores nas ruas. Mais acima, no Monte, a névoa entra ao fim da tarde e as quintas antigas têm jardins que não se compram feitos: levam gerações.

Uma regra prática que os anúncios não dizem: dez minutos a subir podem significar menos três graus e outra meteorologia. Antes de decidir, visite a casa a horas diferentes do dia.

O dia a dia, na prática

O luxo discreto do Funchal é caber quase tudo em quinze minutos: o mercado com o peixe da noite, o café de bairro onde já sabem o seu pedido, um mergulho à hora de almoço na Barreirinha ou no Lido, teatro à noite. Aprende-se depressa onde deixar o carro, e ainda mais depressa que muitas vezes nem é preciso. É uma capital pequena o suficiente para conhecer caras, e grande o suficiente para não se esgotar.

Comprar casa no Funchal

Falemos com franqueza: é o metro quadrado mais caro da ilha e a procura não dá sinais de cansaço. Dominam os apartamentos; moradias com terreno dentro da cidade são raras e disputadas. Há três detalhes que cá valem ouro: garagem (as ruas são íngremes e o estacionamento tem feitio), boa exposição solar e uma varanda com vista desafogada.

Em troca, é o mercado mais seguro da Madeira: uma casa bem comprada no Funchal raramente espera muito quando volta a estar à venda.

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Para quem é, e para quem não é

Mesas que valem a viagem

Sugestões honestas, de quem lá volta:

Para o resto do tempo: a Zona Velha à noite, a programação do Teatro Baltazar Dias, e o La Vie para os dias de chuva.

Dica de quem cá vive

Vá ao Mercado dos Lavradores num sábado antes das nove: o peixe ainda a chegar, as bancas a compor a fruta, os cafés em volta a servir os primeiros galões. É o Funchal sem pose, e é aí que vai perceber se esta é a sua cidade.

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